segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

TERMAS CALDAS DE AREGOS


CALDAS DE AREGOS
No dia 24.11.2018, cheguei a Caldas de Aregos - Resende a fim de efetuar uns tratamentos/reabilitação direcionados a patologias específicas para implementar ao máximo a minha capacidade física e obter uma melhor qualidade de vida, durante os próximos meses, e dias mais frios que se avizinhavam. 
Por ser um local pequeno, o Alojamento prendia-se entre três escolhas, o que não era muito difícil e já ia com uma ideia pré concebida. 
Entrei no Restaurante/Alojamento das Caldas, no primeiro contato/acolhimento tive a sensação de estar em casa, com amigos, de pessoas que gostam e sabem bem receber. Não hesitei, e fiquei por ali. O serviço é francamente inigualável, como já não existe, a atenção é ponto importante e isso, garantidamente, foi o que me cativou. Assim como, a chama e o brasume da churrasqueia, no interior da cozinha, que me trouxe à memória a minha infância. As refeições foram com comida saudável e caseirinha, a sopa, era "sopinha mãe". Todos os dias era surpreendida com um bolinho diferente e caseirinho, fico à espera da receita do de maçã e canela.

As Termas Caldas De Aregos ficam situadas num lugar calmo, junto ao Rio Douro, quem pretender atravessar o Rio para a outra margem, pode faze-lo pela Barca de Aregos, gratuita para quem está a fazer tratamentos, onde,na outra margem do rio, se encontra a Estação dos Comboios.Junto às termas tem três tanques para lavagem das roupas, com bicas da água, quente das termas, sempre a cair, da mesma nascente, para que as mulheres não tenham frio nas mãos no inverno.
As Termas das Caldas de Aregos são reconhecidas pelo valor medicinal das suas águas naturais, captadas a 62ºC, que durante séculos de história fizeram milagres, e continuam a fazer. As principais indicações situam-se na área da prevenção e cura de, entre outras, artrite reumatóide, espondiloses/artroses, tendinites, bursites, patologias inflamatórias articulares, fibromialgia... Através do diagnóstico clínico elaborado por um médico presente no balneário será aconselhado sobre quais os tratamentos que devemos seguir. 
Os duches, imersões, aplicação de lamas e vapores foram as soluções encontradas para mim. Os meus tratamentos eram da parte da manhã e a parte da tarde era para repouso.
Foi a primeira vez que fiquei fora de casa tanto tempo, sozinha. Ao terceiro dia, senti um aperto no peito, que classifico de "Saudades".
Nas horas mais vagas, fui preenchendo o vazio que sentia, alargando a área de conforto, descobrindo Ruas e casas antigas muito bonitas, algumas em ruínas. Como em quase todos os locais, podemos perder-nos (para quem for amante deles) com lindos e fofos gatinhos que nos dão carinho em troca de um simples olhar.
No fim de semana tive a visita da família: marido, filha e seu namorado, que no regresso levaram a "Nina", uma fofinha e doce gatinha.
Estas duas semanas, foram mesmo de restabelecimento físico e psicológico.
À Isabel, do Restaurante das Caldas, e restante equipa, obrigada pela excelente estadia e bons momentos. Voltaremos quando regressarmos às Calidas do Douro!
Quanto à equipa das Termas, obrigada pelo acolhimento, profissionalismo e simpatia. Voltarei, não sozinha, mas bem acompanhada, com recomendações minhas.
















sábado, 23 de setembro de 2017

Compota de Marmelo

Hoje, vou falar do Outono. Estação do ano das colheitas, vindimas...como diziam os antigos "É S. Miguel", e em que a fruta se encontra em abundância, e há que fazer conservas de frutos e de legumes.

Um dos frutos que nesta altura se encontra abundantemente, é o marmelo, da família das maçãs e das pêras. É muito usado para fazer a conhecida marmelada e geleia, e serve igualmente para produzir compota. A receita que partilho agora é de compota de marmelo que investiguei num local e outro, mas obviamente que não sigo à risca as receitas uma vez que é meu hábito altera-las.  
Ingredientes:
  • 1 Kg de  marmelos limpos e cortados em cubos/gomos
  • ·1 Kg de açúcar amarelo de cana (há algum que é refinado e depois caramelizado)
  • · 1 cravinho
  • ·1 pau de canela
  • ·1 limão
  •   Vinho do Porto q.b. 

Preparação:
Limpar  os marmelos e cortá-los aos cubos (pode usa-los com ou sem casca).
Colocar todos os ingredientes numa panela ao lume, coloquei os cravinhos e as pevides do limão atados numa gaze para que não se percam.  Deixar levantar fervura  fervura e baixar o lume e deixar cozinhar em lume brando até o marmelo estar cozido e fazer o ponto de estrada. Retirar e deitar nos frascos, previamente esterilizados vertidos de tampa para baixo até arrefecerem. Decorar o frasco a gosto. Eu, coloco sempre o nome da compota e o ano, no frasco para não me perder.
Esta compota é ótima para servir acompanhada com queijo, carnes ou simplesmente a compota com um bom vinho e uma conversa em família.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Bolo do Caco

O bolo do caco é um pão típico da Madeira, muito saboroso com manteiga de alho.Vi esta receita do Blogue da Teresa Guilherme e não resisti!
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Receita tradicional:
Ingredientes (para dois bolos grandes e um pequeno)
1 Kg de farinha de trigo sem fermento
25g de fermento
750g batata doce
Sal
Água morna
Preparação:
Coloca-se o sal e o fermento num alguidar. Adiciona-se a farinha aos poucos juntamente com a água. Amassa-se tudo muito bem. Junta-se a batata doce cozida, descascada e cortada aos cubos. Volta-se a amassar tudo muito bem. Deixa-se levedar durante 15 minutos.
Depois corta-se a massa em porções de 250 gr cada. Coloca-se cada porção sobre um caco (chapa ou forno de lenha aberto) bem quente e vai-se espalhando com a mão até formar um bolo. Vá passando as mãos por farinha para a massa não pegar. Deixa-se cozer tudo em lume brando, de um lado e do outro.
Quando os bolos estiverem cozidos pode barrá-los com manteiga de alho e salsa e cortá-los às fatias. Humm… estão prontos a comer. Fica uma delícia! Saboreie o bolo do caco, de preferência, quentinho, acabadinho de sair do caco (forno). É de comer e chorar por mais.







terça-feira, 19 de setembro de 2017

Compota de Dióspiro


Todas as compotas que se confecionam cá em casa são adequadas à época, como nesta altura os dióspiros são em abundância, é hora de dar um consumo diferente a este fruto. 
O provador de compotas  cá de casa é o meu marido que diz ser uma forma de comer dióspiros com um sabor mesmo muito bom! 
E melhor ainda quando o frio apertar, o Inverno combina com um bom vinho à beira da lareira e coisas docinhas. 

  Ingredientes:
1Kg de dióspiros limpos
700g de açúcar
2 paus de canela
2 estrelas de anis
vinho do Porto q.b.

  Preparação:
Limpe os dióspiros de todas as impurezas, misturar com todos os ingredientes e leve a lume brando até que ganhe o ponto desejado. Ponto Estrada: ponto de açúcar com 115.º C de temperatura. Ideal para compotas.




                                           

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Geleia de Marmelo

Eu, sou fã de receitas tradicionais e como o marmeleiro este ano foi generoso, vou colocar mãos à obra!

 Ingredientes:

  • 1kg de marmelos, partidos em quartos, com casca e Caroços
  • 1.5l Água
  • 1kg Açúcar (por cada 1l de calda da cozedura)




Preparação:

Coza, à parte, os marmelos com as cascas e os caroços e pevides, durante 20 minutos. Coe o líquido num pano e junte 1 kg de açúcar por cada 1 L de água. Com os marmelos faz-se marmelada.Leve a calda com açúcar a ferver em lume brando até obter a consistência desejada. Ponto de Fio Forte: ponto de açúcar com 105.º C de temperatura. É especialmente utilizado para recheios e geleias. Se colocarmos a calda numa taça com água, constatamos que o fio é mais denso que o fio formado pela calda de açúcar. (cerca de 2h30)


Retire do lume e verta de imediato para frascos esterilizados e coloque a tampa.




quarta-feira, 6 de setembro de 2017

MARMELADA

Este ano o marmeleiro carregou  e há que distribuir e conserva~los da melhor forma. Uma delas é a marmelada, a geleia e a compota de marmelo.
Hoje, devido ao meu problema de saúde, foi o marido que fez a marmelada, e com as minhas dicas ficou muito bem!



Ingredientes:
2,5 Kg de marmelos
2 Kg de açúcar
1/5 copo de água

Preparação:
Lavar os marmelos, corta-los em quartos, retirar as pevides e as partes mais tocadas, colocar tudo numa panela de pressão em lume brando cerca de 20 minutos, depois desligar e aguardar 30 minutos com a panela tapada. De seguida passar com a varinha e verter para tigelas.                                                        

COMPOTA DE MORANGOS

Esta compota foi confecionada com os primeiros morangos caseiros.


Ingredientes:
1 kg de morangos arranjados
550g de açúcar
Sumo e raspa de 1 limão

Preparação:
Numa panela, coloque os morangos limpos e cortados, o açúcar e o sumo de limão.
Mexa e coloque deixe cozinhar em lume brando durante 1 hora e 10 minutos e mexa de vez em quando até ponto de estrada (ponto de açúcar com 115.º C de temperatura. Ideal para compotas)
Deite a compota nos frascos, coloque película e as tampas. 

Compota de Melão Casca de Carvalho com Erva Doce

A minha sorte é que eu guardo os frascos  de vidro para futuras compotas e geleia. Fazer compotas é algo que requer paciência e esmero, precisa de atenção, de carinho, mas é uma coisa que de momento tenho necessidade de ajuda para as confecionar. Tenho a sorte com a ajuda do meu marido para o mexe-mexe e a ajuda na preparação dos frascos.
Melão Casca de Carcalho

Ingredientes:
1,5 kg melão  casca de carvalho limpo
1 limão (raspa e sumo)
1kg de açúcar amarelo
2 colheres (sopa) de sementes de erva-doce

Preparação:
Numa panela misture o melão limpo e cortado, com o açúcar, sumo e raspa do limão e coloque ao lume brando até atinja o ponto de fervura, retirando a espuma (impurezas) que  que retiramos com uma escumadeira. Depois acrescentamos a erva-doce e deixamos cozinhar lentamente até ao ponto de estrada  (ponto de açúcar com 115.º C de temperatura. Ideal para compotas). Cerca 01h30 a  2 horas. 
Como habitualmente, coloque a compota, ainda quente e com um funil nos frascos previamente esterilizados e bem secos e tapo-os com película aderente e as tampas. depois de frios guardo-os num local fresco e seco.

COMPOTA DE TOMATE E MAÇÃ

E para que as frutas não se estraguem sai uma compota que mais surpreende quem a 
prova: tomate e maçã. A fruta quanto mais fresca estiver melhor o resultado. Um docinho!

                                                                   
Ingredientes:
1000 g de tomate (pesado sem pele)500 g de maçã (pesada depois de limpa)
1000 g de açúcar
2 paus de canela
Preparação:

Numa panela coloque o açúcar, o tomate em pedaços, a maçã aos cubos e o pau de canela. Misture bem e leve a lume brando mexendo de vez em quando. Deixe a compota cozinhar até atingir o ponto de estrada  (ponto de açúcar com 115.º C de temperatura. Ideal para compotas). Cerca de 2 horas.

Coloque a compota, ainda quente, nos frascos previamente esterilizados e bem secos e tape-os bem. Ponha-os depois de cabeça para baixo de modo a criarem um vácuo natural e assim se conservarem mais tempo. Depois de frios guarde-os num local fresco e seco.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Compota de Pêra com ou sem Vinho do Porto


Desde a Idade Média que se confecionam compotas e doces. Passaram de gerações em gerações para aproveitamento da grande oferta e variedade de frutas aromatizadas com canela, limão e erva-doce/estrela de anis. Hoje, as compotas continuam a ser muito apreciadas por todas as gerações, geralmente para barrar no pão, ou saborear sobre bolachas/tostas, completar bolos, acompanhar queijos ou gelados, ou simplesmente comer à colherada! É impossível não gostar de Pêra rocha, pena que não se pode guardar. Há que fazer distribuição e conserva-la de várias formas.
Ingredientes:                                   
Ana Magalhães
1 kilo de pêras limpa
500g de açucar
150ml de vinho do porto
canela em pau q. b.
estrelas de anis q.b.
Preparação:
Colocar as pêras limpas e cortadas em bocados numa panela, juntar o açúcar, os paus de canela, as estrelas de anis, o vinho do Porto e deixar levantar fervura até que as impurezas venham ao de cima. Retiram-se as impurezas (como em todas as compotas), deixar ferver em lume brando, ir mexendo de vez em quando até obter o ponto de estrada (ponto de açúcar com 115.º C de temperatura. Ideal para compotas). 
A compota leva cerca de duas horas a ficar no ponto desejado.
Se optar por fazer a compota sem vinho do Porto, o processo é o mesmo mas não o acrescenta. Com vinho do Porto a compota fica com um toque mais refinado.
Deitar a compota, com um funil, nos frascos esterilizados, cobrir com película aderente e tapar. Habitualmente coloco uma etiqueta com o nome da compota e o ano.
As compotas cá em casa duram anos sem se estragar, este ano abri uma de abóbora que tinha 3 anos e encontrava-se um pouco em torrão de açúcar, mas muito saborosa.

domingo, 3 de setembro de 2017

Compota de Figo com Vinho do Porto

Para completar os sabores não pode faltar a canela e o vinho do Porto, combinação perfeita para sobressair o sabor dos figos. Esta compota é a preferida do meu marido.Eu e a minha cunhada Alice com a troca de frutas para a transformação das frutas em compotas. Desta vez chegaram os figos, deliciosos, e claro que não sobrou nenhum para comer ao natural, tornaram-se logo em produto transformado.


 Ingredientes:
1,5 Kg de figos
1 Kg de açúcar 
canela em pau
100 ml de vinho de Porto branco

Preparação:
Juntar os figos lavados e cortados em quartos, numa panela, com o açúcar, a canela e o vinho do Porto. Assim que levantar fervura, reduz-se o calor e deixar ferver lentamente até ao ponto de estrada (entre 1h30 e 2 horas). 
Coloca-se a compota nos frascos esterilizados, tape e vire-os de tampa para baixo, cerca de 30 minutos, para ganhar vácuo. 
A fim de identificar as compotas, coloca-se etiquetas com o nome e data.
Bom apetite!